Oracle 19c Automatiza Sincronização em Recuperação de Bancos de Dados
Novo recurso do Oracle 19c sincroniza automaticamente bancos standby durante recuperações pontuais, eliminando trabalho manual e reduzindo riscos de dessincronização em ambientes críticos.
Revolução na Gestão de Bancos de Dados Oracle
Administradores de banco de dados ganharam um poderoso aliado com o Oracle 19c: uma funcionalidade que automatiza a sincronização entre bancos primários e secundários durante operações críticas de recuperação. Essa inovação representa um avanço significativo na gestão de ambientes de alta disponibilidade, especialmente para empresas que dependem de sistemas em tempo real.
O Desafio da Sincronização em Operações de Recovery
Em versões anteriores do Oracle Database, como o 18c, executar um Flashback Database ou uma Recuperação Pontual (PITR) no banco primário gerava um problema complexo: o standby do Data Guard não acompanhava automaticamente essas alterações temporais. Isso exigia intervenção manual para revalidar a sincronização entre os ambientes, criando janelas de vulnerabilidade e aumentando o risco de inconsistências.
Como Funciona a Nova Automação no 19c
Com a atualização para o Oracle 19c, um mecanismo inteligente entra em ação sempre que ocorrem operações temporais no banco primário. Ao ativar o Flashback Database na configuração do Data Guard, o sistema secundário detecta automaticamente as alterações de timeline e se ajusta para manter a sincronização. Tudo isso é controlado pelo parâmetro oculto _standby_auto_flashback, que gerencia esse processo nos bastidores.
Comparação Prática: Oracle 18c vs 19c
Vamos entender na prática a diferença entre as versões:
No Oracle 18c:
- Ao executar
FLASHBACK DATABASEno primário - O standby não acompanhava a operação
- Gerava mensagens de erro e branches de recuperação
- Exigia intervenção manual para resincronização
No Oracle 19c:
- Operação de flashback no primário
- Standby detecta automaticamente a mudança temporal
- Executa flashback correspondente em segundo plano
- Mantém sincronização contínua sem interrupções
Implicações Práticas para Administradores
Essa automatização traz benefícios tangíveis para o dia a dia dos DBAs:
- Redução de 70% no tempo de recuperação de desastres
- Eliminação de janelas de dessincronização entre ambientes
- Prevenção de falhas em cascata durante operações críticas
- Simplificação dos processos de rollback após erros humanos
Configuração Necessária para o Funcionamento
Para aproveitar esse recurso, três pré-requisitos são essenciais:
- Ativar o Flashback Database no ambiente primário
- Garantir que o standby também tenha o recurso habilitado
- Manter os arquivos de flashback logs em storage compartilhado
Cenários de Aplicação na Vida Real
Imagine estas situações comuns em grandes empresas:
Caso 1: Um desenvolvedor executa acidentalmente um DELETE sem WHERE em produção às 15h. Com o Oracle 19c, o DBA pode:
- Executar PITR para restaurar o estado às 14:50
- Todos os standbys sincronizam automaticamente
- Sistema volta ao normal em minutos sem intervenção
Caso 2: Corrupção de dados após atualização de software:
- Flashback para versão estável anterior
- Ambientes secundários seguem o mesmo ponto temporal
- Continudade de operação garantida
Impacto na Arquitetura de Alta Disponibilidade
Esta evolução muda paradigmas no design de sistemas críticos. Empresas que mantêm operações 24/7 agora podem contar com:
- Recuperações coordenadas entre todos os nós
- Redução do RTO (Recovery Time Objective)
- Proteção contra falhas durante próprios processos de recovery
- Alinhamento automático de timelines em ambientes complexos
Boas Práticas de Implementação
Para extrair o máximo dessa funcionalidade:
- Monitorar o espaço alocado para Flashback Logs
- Validar periodicamente os pontos de restore
- Implementar políticas de retenção adequadas
- Realizar testes de recuperação em ambiente homologado
O Futuro da Gestão de Bancos de Dados
A automatização desse processo no Oracle 19c aponta para uma tendência irreversível: sistemas de banco de dados cada vez mais autônomos. À medida que recursos como IA e machine learning são incorporados às plataformas, os DBAs podem focar em tarefas estratégicas enquanto o sistema gerencia rotinas complexas de manutenção e recuperação.
Para empresas brasileiras que operam sistemas críticos em setores como finanças, saúde e varejo online, essa evolução representa maior resiliência operacional e redução de custos com downtime não planejado.






